Eu guardei em uma caixinha…

tudo aquilo que eu não deveria sentir.
Eu abri a caixinha, eventualmente, com cuidado pra tudo aquilo não escapar de volta pro mundo. Eu abri sempre que precisei sentir que estava viva e que algo era real.
Eu acreditei nas mentiras de um mundo frio. Eu fingi uma vida. Ou a verdade que eu sempre considerei era uma absoluta mentira. Eu guardei a caixinha de volta no alto, tirei o pó que nela se acumulava, joguei flores ao lado.
Ela era o túmulo mais lindo que já vira.

 

 

E então eu corri, fugi pra tudo isso que conheço hoje, pra toda essa vida que grita e transborda só por fora, essa vida que não tem espaço em um espaço tão vazio que ecoa.
Engoli as perguntas por medo das respostas. Caí no chão e todo o caminho que eu corri se perdera. Caí no chão e a minha caixinha caiu sobre mim se abrindo. Não sei se nela habitava a maior verdade ou a maior mentira, mas ela era a cama que tudo aquilo adormecia mais linda que já vira.

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