Qual o título do seu relacionamento?

“Mas e aí, vocês estão namorando?”

“Não, estamos apenas ficando! Há dez meses.”

 

E então a sociedade adota padrões desnecessários e ridículos não apenas sobre educação e conduta, mas também, em relação aos relacionamentos.

Eu aposto que na época dos seus pais adolescentes, o rapaz tinha que tomar coragem e ir até a casa da moça e pedir a mão dela em namoro para o pai e além de depender da aprovação do mesmo, tinha que namorar em casa, no sofá da sala com ele no meio falando sobre o seu futuro.

Hoje, todo mundo faz o test-drive antes do casamento e até mesmo do namoro, não é mesmo? “Mas e se o sexo não for bom?!” Daí vai lá e experimenta!

Isso é errado, sociedade? Absolutamente não. O que é errado hoje em dia é o comportamento não só das mulheres que são cheias de frescuras e não se assumem namorando por falta de um “quer namorar comigo?”, mas também dos homens que tiram o maior proveito disso.

 

 

Então, galera, vamos acordar tá? Quando você vai pra uma balada e fica com fulano uma, duas, três noites… sim, vocês ficaram. 

A partir do momento em que vocês cuidam, gostam e principalmente, sentem ciúmes, eu lamento muito informar, mas mesmo que vocês não conversem sobre como será o casamento ou quantos filhos terão, vocês namoram… ou têm um relacionamento aberto, fechado, enrolado e seja lá qual mais for que o Facebook invente!

 

Tks.

Eu guardei em uma caixinha…

tudo aquilo que eu não deveria sentir.
Eu abri a caixinha, eventualmente, com cuidado pra tudo aquilo não escapar de volta pro mundo. Eu abri sempre que precisei sentir que estava viva e que algo era real.
Eu acreditei nas mentiras de um mundo frio. Eu fingi uma vida. Ou a verdade que eu sempre considerei era uma absoluta mentira. Eu guardei a caixinha de volta no alto, tirei o pó que nela se acumulava, joguei flores ao lado.
Ela era o túmulo mais lindo que já vira.

 

 

E então eu corri, fugi pra tudo isso que conheço hoje, pra toda essa vida que grita e transborda só por fora, essa vida que não tem espaço em um espaço tão vazio que ecoa.
Engoli as perguntas por medo das respostas. Caí no chão e todo o caminho que eu corri se perdera. Caí no chão e a minha caixinha caiu sobre mim se abrindo. Não sei se nela habitava a maior verdade ou a maior mentira, mas ela era a cama que tudo aquilo adormecia mais linda que já vira.